Um dia você descobre que o grande problema da esperança não é construir metas em cima de pessoas e esperar que elas não te decepcionem. O problema não é que algumas pessoas decepcionam suas expectativas e outras as superam. O real problema é que você geralmente não está esperando ser surpreendida por certas pessoas, nem decepcionada sempre pelas mesmas pessoas.
Então você percebe que suas expectativas foram grandes demais pro tamanho do caráter e da vontade de fazer valer a pena de certas pessoas e pequenas demais em relação as outras.
Percebe também que não há vagas no seu coração, na sua vida ou no seu armário de recordações para quem não aproveita as oportunidades, e quem não faz a primeira chance valer a pena, não merece uma segunda ou se quer mereceu a primeira.
E ai você desiste de tentar salvar o sujeito decepcionante dele mesmo, de todas as promessas que ele fez para você e para ele mesmo e quebrou, de todas as vezes que ele partiu seu coração sem dó nem piedade, de todas as mentiras, que ele contou a ele mesmo, a você e as pessoas ao seu redor. Desiste de fazê-lo entender todas as palavras que você falou, todas as vezes que você se humilhou e o tanto que ele falhou neste meio tempo.
Percebe que desistir não é só para os fracos, mas também para os cansados. Cansar-se de alguém ou de algum sentimento talvez seja a melhor desculpa para desistir de lutar. E percebe que nem toda luta gera um campeão. Numa batalha dessas contra a esperança, a expectativa e o cansaço saem sempre dois perdedores.
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